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Talvez essa seja a crítica mais sincera e cheia de sentimentos que você irá ler sobre o filme “Como Eu Era Antes de Você”.  A pouco sai do cinema, de uma das sessões de pré-estreia antecipada, pois a data oficial está prevista para o próximo dia 16, confesso que estou escrevendo com os olhos cheios de lágrimas.

Não entrarei no mérito de comparar o livro com o filme, ainda essa semana farei a matéria só com esse comparativo, mas o objetivo desse post é falar apenas do filme em si.

Para quem não sabe, o longa é uma adaptação do livro da autora Jojo Moyes, e conta a história de Will (Sam Clafin) jovem e bem-sucedido que levava uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até que tudo muda por conta de um acidente de trânsito que o deixa tetraplégico. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

O filme apresenta um ritmo muito envolvente, na qual a história é contada de uma maneira leve e envolvente, em que você fica surpresa ao ver que está chegando ao fim.  A atriz Emilia Clarke dá um show de interpretação e faz fielmente a personagem Louise, de uma forma apaixonante e doce. Sam Clafin não fica para trás em seu trabalho, com cenas o tanto quanto hilárias, apesar de seu personagem ser arrogante, sarcástico e irônico em grande parte do filme, mas na reta final torna-se também apaixonante.

A qualidade e composição das fotografias em cada cena é surpreendente, um filme com paisagens lindas, e digo paisagens no real sentido da palavra.  Equipe de fotografia está de parabéns.

Apesar do filme tratar de um tema bem polêmico, que eu particularmente sou contra, penso que acertaram no tom ao falar do assunto e que o desfecho, que poderia ser mais apelativo, foi na medida certa.

Confesso que são poucos os filmes que me fizeram chorar, e esse foi um deles. A história apesar de conhecida e com o final evidente, até mesmo para quem não leu o livro, traz uma sensibilidade e o amor visto de outras maneiras, o que tornam as lágrimas certeiras.

A história é clichê, não posso negar isso, mas eu diria que é um clichê diferente, requintado, que mostra o sentimento de uma maneira pouco vista no cinema.

 

 

Nota: 10

 

Confira o trailer: 

 

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