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Após 13 anos do filme Procurando Nemo, chega a tão aguardada sequência Procurando Dory. Essa história, particularmente, é muito significativa para mim, pois foi o último filme que assisti no cinema com o meu falecido avô. Sim, voltei a ser criança e me deixei envolver em todo o encanto que a história traz.

Interessantíssimo a forma que o roteiro uniu os dois filmes, os flashbacks da infância da personagem principal vão ao encontro com a cena em que a mesma conhece o peixe Marlin a procura do seu filho. Um ano após os eventos ocorridos no primeiro filme, Dory agora está vivendo com Nemo e Marlin. Porém, uma forte memória afetiva de seus pais- perdidos há tempos- lhe desperta o subido interesse de encontra-los, em uma jornada que culminará em um parque aquático californiano.

 

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A necessidade de ter a família ao redor é a motivação principal do longa, que traz outros valores importantes como o respeito das deficiências. No caso não é apenas a personagem Dory que apresenta alguma deficiência, mas outros personagens coadjuvantes também como deficiência motora e visual. Apesar disso cada um encontra maneiras de conviver com as próprias peculiaridades e de ajudar uns aos outros a superar seus medos. Nenhum deles é retratado como inferior por ter um atributo diferente dos outros de sua espécie, apenas únicos.

Os coadjuvantes, assim com o primeiro filme, são divertidos e fazem toda a diferença para história, porém sem dúvida a produção se superou e divertiu com a habilidade de camuflagem do polvo Hank, colocando-o nas mais inesperadas posições e enquadramento.

 

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Quando divulgado o primeiro trailer de Procurando Dory, você certamente ouviu ou leu sobre a polêmica cena que aparecem duas mulheres cuidando de uma criança. Muitas especulações sobre a Disney estar abortando a questão da homossexualidade em filmes infantis, geraram muitas manchetes para o longa. Eis que tudo não passa de uma interpretação errônea ou até mesmo uma jogada de marketing, pois a mesma cena que tem no trailer é apresentada no filme, sem nenhum segundo a mais ou a menos. Mostra sim duas mulheres cuidando de uma criança, apenas isso, sem nenhuma fala, insinuação, gesto ou coisa do tipo, pode ser uma mãe e uma irmã, uma mãe e filha, duas amigas, uma mãe e uma amiga, uma babá e uma mãe, uma avó e uma mãe e por aí vai. Talvez o ser humano esteja tão acostumado que tudo seja apologia ou preconceito que esteja vendo coisas onde possivelmente não tenha.

Senti falta apenas de alguns personagens significativos na primeira história que pouco aparecem nessa sequência, como as divertidas tartarugas e os peixes do aquário do consultório dentário.

O filme em si é divertido, carismático e traz um humor sarcástico e adulto em alguns momentos, certamente para agradar os maiores espectadores (as crianças crescidas do ano de 2003).

Foi uma jogada inteligente de colocar Dory como protagonista, pois devido ao seu carisma e mistério cômico de seu passado, faz com que o longa se torne interessante, envolvente e engraçado.

Atenção espere os pós-créditos, pois tem uma cena significativa que pode ter sido uma deixa para o terceiro filme da franquia.

E nunca se esquece: Continue a nadar, continue a nadar, nadar….

Nota: 9.

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