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Sabe aquele filme que você não espera muito e te surpreende? Pois bem, “A Espera” é incrivelmente sensível, uma verdadeira obra prima da sétima arte.

O longa conta a história de duas mulheres, de idades diferentes, ambas esperando pelo mesmo homem, porém uma esconde um grande segredo que é o grande destaque do roteiro. Anna parece ter criado esta mentira para Jeanne e para si própria, enquanto aguarda por um milagre que nunca chega. O grande paradoxo é a espera que se torna inquieta, desespera, intriga, desilude, traz consigo uma pequena réstia de esperança escondida numa mentira que ilude e adia a verdade, Isso faz com que o filme se torne para os amantes de cinema uma aflição e inquietude, porém para outros um tédio.

As personagens apresentadas são complexas, intrigantes, capazes de nos arrasarem com um simples gesto. Os diálogos trazem memórias do passado para o presente e os silêncios escondem regularmente a dura realidade. Existem receios de parte a parte, com ambas as mulheres a lidarem de forma distinta com esta “espera”. O presente e o passado vem de encontro em alguns diálogos,recheados de significado e relevância.

A música é um componente de destaque do filme, algumas escolhas inspiradas que, mais do que se sobreporem ao enredo, conseguem potenciar algumas cenas.

Destaque para a abertura do filme, em forma de raio-x de bagagens de aeroporto já traça o primeiro paralelo com a trama em si, pois “A Espera” releva de forma descarada e sem pedir licença os sentimentos humanos mascarados.

Um dos melhores filmes dos últimos tempos.

 

Nota: 9.5

 

Trailer:

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