O brasileiro “Pendular”, de Júlia Murat, foi eleito pela Federação Internacional dos Críticos de Cinema (Fripresci) como o melhor filme na mostra Panorama do Festival de Berlim 2017.

Co-produção Brasil, Argentina e França, o longa aborda o relacionamento entre uma dançarina e um escultor boêmios à beira da meia-idade. A federação justificou o prêmio pela “excelente qualidade visual e sua força narrativa que resulta em um retrato preciso de dois artistas contemporâneos”. Ao ser anunciada para integrar a Panorama, Murat foi chamada de “uma verdadeira descoberta”.

O Brasil esteve em peso na Panorama, segunda maior mostra do festival, mas não ganhou mais nenhum prêmio. Além do filme de Murat, foram exibidos “No Intenso Agora”, primeiro filme do documentarista João Moreira Salles (de “Santiago”) em dez anos; “Vazante”, estreia solo de Daniela Thomas; “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky; e o curta de animação “Vênus – Filó, a Fadinha Lésbica”, do mineiro Sávio Leite.