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Judi Dench, uma das maiores atrizes de sua geração, reconheceu que o envelhecimento dificulta ainda mais a já complexa arte da interpretação.

É sempre desafiador. Estou sempre assustada, sempre assustada. Fico mais assustada conforme envelheço. É como ter inúmeros botões à minha disposição. É preciso apertar muitos deles ao mesmo tempo para atender às demandas do roteirista e do diretor e aí, quando você percebe o que está fazendo, pensa ‘Não! Eu podia ter feito isso melhor!’“, declarou a ganhadora do Oscar por Shakespeare Apaixonado, em entrevista à agência de notícias Reuters.

A atriz de 82 anos, revelou ainda que, em sua opinião, trabalhar no teatro é mais fácil. Segundo ela, nos palcos você tem a chance de consertar sua performance a cada noite. Já no cinema, as coisas são diferentes: você só tem uma chance para entrar no tom certo. Dench, que começou no teatro em 1957, só chamou a atenção dos cineastas na década de 90. E foi só em 1997, 40 anos depois do início de sua carreira, que a dama emprestou suas habilidades cênicas para interpretar o seu primeiro grande papel nas telonas: a Rainha Victória em Sua Majestade, Mrs. Brown — personagem que ela reprisa, 20 anos depois, em Victoria e Abdul.

Assim, por mais que possa sentir medo com o passar dos anos, Dench pelo menos ficou confortável com o protagonismo de seu novo longa. Para ela, interpretar a Rainha Vitória novamente é como poder “reencontrar uma velha amiga”. Dirigido por Stephen Frears (Philomena) e coestrelado por Michael Gambon (Harry Potter e o Enigma do Príncipe), Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de novembro.