O cinema nacional aposta em um drama daqueles.

Pernambuco, década de 1930. Luzia (Nanda Costa) e Emília (Marjorie Estiano) são irmãs que vivem na pequena Taguaritinga do Norte, ao lado da tia Sofia (Cyria Coentro), que lhes ensinou o ofício de costureira. Enquanto Emília sonha em se mudar para a cidade grande, Luzia se conforma com a realidade ao mesmo tempo em que lida com as dificuldades de ter um braço atrofiado, por ter caído de uma árvore quando criança. A vida destas três mulheres muda por completo quando o cangaceiro Carcará (Júlio Machado) cruza seu caminho, obrigando-as a costurar para o bando que lidera.

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Emoção é a palavra chave desse longa. Inspirado no romance A costureira e o cangaceiro, de Frances de Pontes Peebles, o filme acrescenta mais drama para a história. Com um enredo enriquecedor, porém peca por quase três horas de duração. O que torna cansativo e repetitivo em algumas afirmações que o filme quer passar.

A trilha sonora é fraca e não intensifica em nada as emoções, pelo contrário há um excesso sem necessidade de músicas, atrapalhando muitas vezes as cenas. A história pede silencioso, reflexão e cautela.

Nanda Costa está em seu melhor papel, sua entrega e verdade convence o público e é responsável pelas maiores emoções do drama.

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Importante ressaltar na preocupação constante em contextualizar a situação social, mostrando a seca, comício político e a passagem do Zepelim.

Um belo filme, ideal para um estudo da questão histórica dos anos 30 no sertão brasileiro, porém massante e cansativo de assistir.

Nota: 7,0

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