Lealdade e companheirismo marcam o longa

O filme “Últimos Dias em Havana” foge por completo dos longas que estamos acostumados assistir quando o tema principal é amizade.

Miguel (Patricio Wood) tem 45 anos e passa seus dias sonhando em finalmente conseguir o visto necessário para morar nos Estados Unidos. Ele trabalha como lavador de pratos e vive com outro homem, Diego (Jorge Martínez), portador de HIV e com quem tem uma amizade muito forte e de longa data. Diego vê em Miguel uma base para permanecer de pé, mas a relação dos dois é abalada quando Miguel recebe uma carta da embaixada norte-americana.

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A narrativa se passa, na maior parte do tempo, em um cortiço e nele grandes lições são mostradas através dos seus coadjuvantes. Miguel é observador e fala somente quando tem algo útil e preciso. Ele não espera nada em troca de toda a sua lealdade com Diego, faz por amor.

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O ator Jorge Martínez traz grande destaque com sua atuação excelente, na qual consegue mesclar com um gay, humilhado, aidético e no seu leito de morte com um personagem cômico, realista e sensível, que pensa acima de tudo no seu fiel amigo Diego.

Sutilmente, mas nem tanto, o filme faz algumas críticas a situação de Cuba, que parece que parou no tempo e deixou marcas depois de seus conflitos políticos. O que fica claro na cena do Facebook, do Uber, dos banhos e das imagens externas.

Um filme poético sobre lealdade e amizade verdadeira. Há toda uma poesia em cada personagem, em cada música tocada e em cada cena de silencio que diz muito. Apesar de uma demora para os acontecimentos desenvolverem e muito mistério envolvendo alguns pontos do enredo, o filme é uma grande lição de vida.

Afinal, até onde o sonho pode passar por cima da lealdade?

Nota: 8,0

Trailer: