Longa baseado em fatos reais, desde muito pequena exibindo talento para patinação artística no gelo, Tonya Harding (Margot Robbie) cresce se destacando no esporte e aguentando maus-tratos e humilhações por parte da agressiva mãe (Allison Janney). Entre altos e baixos na carreira e idas e vindas num relacionamento abusivo com Jeff Gillooly (Sebastian Stan), a atleta acaba envolvida num plano bizarro durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994.

Eu, Tonya : Foto Margot Robbie

Interessante como o gênero do filme pode ser classificado de várias maneiras como: biografia, drama, comédia…e na verdade ele é apresentado como um documentário, na qual os personagens são entrevistados, interagem como o público e traz um formato poucas vezes usado no cinema, bem como a forma como a câmera brinca e mostra algumas cenas de maneira inovadora.

Margot Robbie está brilhante e na sua melhor atuação, ela consegue mudar fisicamente de acordo com a época que está sendo retratada da personagem, além de mudar os trejeitos e mesclar o papel de mocinha com vilã.

Eu, Tonya : Foto Margot Robbie

 

O filme, apesar de ser baseando em fatos reais e muitos saberem o desfecho, traz mistério e grande reflexão para quem está assistindo, o que me fez lembrar o clássico “Dom Casmurro”, pois temos evidências que brincam com nossas emoções e falas da personagem principal, que ora vai acha-la vítima, ora vilã.

 

Eu, Tonya : Foto Margot Robbie

O que dizer do figurino? Fiquei perplexa de como é fiel ao original. Recomendo assistirem vídeos das competições de Tonya e comparar com o filme, há poucos detalhes que não são iguais, caso contrário ficaria difícil distinguir qual é ficção e qual é real.

Porém, se teve algo que brilhou na produção e elenco foi a atriz Allison Janney com seu sacarmos, não há quem não ria assistindo suas cenas, além de transformar a vilã em alguém adorada.

Eu, Tonya : Foto Allison Janney

 

“Eu, Tonya” é um filme de grande reflexão, na qual cada um irá ter uma interpretação e um julgamento. Não é fácil de assistir, há uma angústia, uma inquietação constante em cada cena, uma certa melancolia, e tudo isso é um elogio. Uma excelente produção, mas não sei se assistiria novamente.

Nota: 9,0

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