DIRIGIDO POR LEONARDO DOMINGUES, FILME SERÁ EXIBIDO NA MOSTRA COMPETITIVA DO FESTIVAL DE GRAMADO NA SEGUNDA-FEIRA, 20

“Eu era neném, não tinha talco, mamãe passou açúcar em mim”. Quem nunca escutou o clássico de Wilson Simonal? Agora, o público vai poder não só ouvir, mas também ver na tela do cinema a história do cantor e compositor que quebrou paradigmas da música e da sociedade brasileira dos anos 60 e 70. O longa, que concorre na Mostra Competitiva do 46º Festival de Cinema de Gramado, será exibido no dia 20 de agosto, no Palácio dos Festivais, com a presença do diretor Leonardo Domingues, de Fabrício Boliveira, Isis Valverde, Caco Ciocler e dos filhos de Simonal, Patrícia, Wilson Simoninha e Max de Castro.

Fabrício Boliveira dá vida ao rei da pilantragem, como era divertidamente conhecido o personagem título da cinebiografia musical “Simonal”. O filme aborda o sucesso bombástico do carioca e a queda, igualmente rápida, depois que é apontado como informante do Dops. Quem o acompanha e o apoia, mas também o coloca contra a parede é a “nega chamada Tereza”, sua mulher, interpretada por Isis Valverde. Com previsão de estreia para 2019, o drama foi produzido pela Pontos de Fuga e será distribuído pela Downtown/Paris Filmes.

O diretor Leonardo Domingues acredita que Fabrício Boliveira e Wilson Simonal se assemelham por conta da personalidade:

– Os dois têm um jeito altivo, charmoso e sedutor, com um brilho no olhar. E para interpretar o rei da pilantragem, Fabrício traz para o personagem força e carga dramática. Mais do que o Simonal cantor, eu queria mostrar o Simonal marido, pai, empresário, o homem por trás da fama – acrescenta o diretor.

A trilha sonora do longa é assinada pelos irmãos Simoninha e Max Castro, filhos do cantor.

– Apesar da proximidade deles, ambos fizeram questão de dar total liberdade para a criação do filme e não interferiram na maneira como a história de seu pai foi contada, mas contribuíram imensamente – explica Leonardo.

O filme é ambientado num rico momento da música brasileira e personagens da época circulam pelas cenas, como Erasmo Carlos, Ronaldo Bôscoli, Luis Carlos Miele e Elis Regina. Leandro Hassum interpreta Carlos Imperial, o primeiro a perceber o talento de Simonal. O elenco conta ainda com Mariana Lima, Silvio Guindane, Caco Ciocler, Bruce Gomlevsky, Fabricio Santiago, Letícia Isnard, João Velho e Dani Ornelas.

Antes de virar cinebiografia, a vida de Simonal foi tema do documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, de 2009, dirigido por Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal. “Simonal”, inclusive, traz referências do filme, além das biografias “Nem vem que não tem – A vida e o veneno de Wilson Simonal”, de Ricardo Alexandre, e “Simonal: Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga”, de Gustavo Alonso. O diretor Leonardo Domingues também participou do processo de pós-produção do documentário.