Yonlu traz para as telas a história de Vinicius, um garoto de múltiplos talentos e de grande inteligência, enquanto retrata o auge de uma revolução para todo ser humano: a adolescência e todas as suas questões como amor, rejeição, autoestima, imagem, ampliadas por uma personalidade complexa.   Yonlu é um típico adolescente que faz da internet sua ferramenta de comunicação com o mundo. Músico e artista plástico, ele compõe, canta e publica seu trabalho pela rede, caminho que atualmente leva muitos garotos ao estrelato.

Yonlu : Foto

Primeiro longa-metragem do diretor gaúcho Hique Montanari, Yonlué um filme de ficção baseado na história real deste garoto de 16 anos que, via internet, conquistou o mundo com seu talento para a música e para a arte. Fluente em cinco idiomas, ilustrador, fotógrafo e compositor de músicas experimentais, ele tinha uma visão crítica da sociedade, compartilhada numa rede de amigos virtuais em todos os continentes.

O filme Yonlu, que entra em cartaz nas salas de cinema do Brasil a partir de 30 de agosto, é uma obra que ousa na maneira diferente de expor o cinema. Além de uma narrativa ficcional construída de forma não linear, com os tempos passado, presente e futuro, e estética pop-experimental que remete ao trabalho do artista título, utiliza diversas técnicas e linguagens. Câmera na mão em longos planos sequência, a fotografia e suas diversas texturas, animações produzidas quase de forma artesanal e em 2D a partir das ilustrações originais de Yonlu, o uso de letras inéditas de suas músicas, como poemas em voice over, as linguagens do musical e dos videoclipes que remetem às técnicas de artes plásticas e de colagens do artista, são utilizados para contar a história deste menino extremamente criativo e articulado nos caminhos da internet, que pareciam tão brilhantes e acolhedores, mas que também escondiam esquinas sombrias e perigosas.

Yonlu : Foto

Yonlumarca a primeira atuação como protagonista do ator e músico Thalles Cabralno cinema, mais conhecido por seu papel na novela global Amor à Vida, de 2013, como Jonathan, filho do icônico Félix, de Matheus Solano. Sua atuação como um personagem com textos bilíngues, em português e inglês – idioma muito usado por Yonlu para se comunicar na internet – exigiu muita preparação, aulas de pronúncia, estudo de todas as partituras e letras das músicas que estão na trilha sonora do filme, em parte cantadas por Thales.

Em 2008, o CD com 23 registros das canções de Yonlu – composições que passeiam pelo rock, bossa-nova e hip hop, em arranjos vocais trabalhados, gravados e mixados em seu pequeno estúdio/quarto – publicado pelo selo goiano Allegro, chegou à Luaka Bop, de David Byrne, que selecionou 14 faixas no álbum intitulado A Society in which no tear is shed is inconceavably mediocre(Uma Sociedade na qual nenhuma lágrima é derramada é inconcebivelmente medíocre). O lançamento chama a atenção do mundo para o imenso o talento de Yonlu. Tom Zé, Tim Maia e Mutantes fazem parte deste pequeno panteão de artistas brasileiros difundidos pela gravadora do fundador da banda Talking Heads, que também apresentou ao mundo o grupo francês Nouvelle Vague e os venezuelanos Los Amigos Invisibles.

Yonlu : Foto

O filme é uma produção da Container Filmes, do roteirista e diretor Hique Montanari, com a Prana Filmes, da produtora executiva Luciana Tomasi, com distribuição da Lança Filmes.Yonluparticipou da 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, onde foi agraciado com oprêmio ABRACINE de Melhor Diretor Estreante; do 9º Festival Internacional da Fronteira, em Bagé, recebeu o troféu de Melhor Filme na Mostra Internacional de Longas e o Prêmio da Imprensa. Fez ainda parte da Seleção Oficial da Mostra Geração no 19º Festival do Rioe foi indicado a Melhor Ator Principal em Filme Estrangeiro e Melhor Diretor de Longa-metragem Estrangeiro no Festival Internacional de Cinema de Madrid 2018.