Representante da Rússia ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2019, Sobibór é baseado na história real da única revolta bem-sucedida de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial que foi possível graças às habilidades de liderança e coragem de seu líder – o oficial soviético Alexander Pechersky.

O ator Konstantin Khabensky que desempenhou o papel principal do filme, também fez sua estreia como diretor no filme, deixou claro em sua atuação o domínio que ele tinha do personagem e da história a ser contada. Em sua atuação havia constantemente uma verdade em cada gesto e ato que ao assistir era difícil não se emocionar.

Sobibor é um drama épico, de tirar o fôlego e um dos melhores ao abordar como tema campo de concentração, pois há realidade nas cenas, principalmente de extermínio, coisas que poucos filmes sobre o tema conseguiram passar. Há muitos filmes sobre a guerra, mas as história sobre a vida das pessoas nos campos de extermínio é um assunto pouco explorado de forma tão profunda.

A fotografia assinada pelo famoso cinematógrafo lituano Ramunas Greicius apresenta belas imagens em cores frias, com destaque especial nas cenas finais em que após uma reviravolta, o que era opaco e sem cor, fica colorido e vibrante. O que vem de encontro com o sentimento de quem estava assistindo. Outra duas cenas que merecem destaque são os dois momentos em que o trem chega a Sobibor, a primeira vez com os futuros prisioneiros, na qual o trem chega lento, imponente e com um sentimento de desespero ao focar a felicidade das pessoas que estão ali, contrastando com o segundo trem que vem rápido, sombrio e trazendo corpos. Mostrando assim a pressa da morte chegando.
Atenção especial para o cenário principal que foi criado com precisão histórica, sob o comando do designer de produção Jurgita Gerdvilaite.

A trilha sonora do filme aumenta a tensão do clima de espera da morte, com tons e melodias adequados para cada cena.

Há algumas falhas no roteiro, na qual ficam muitas questões soltas e personagens desconectos. Em alguns momentos não fica clara a relação entre alguns, porém entre tantos acertos, essa falha passa quase que despercebida.

O longa trata-se não apenas de um trabalho sobre a Segunda Guerra Mundial e sim sobre lidar com as coisas achamos que não podemos superar. Dica: se você for sensível não assista, mas se está procurando um dos melhores filmes sobre campo de concentração ele é parada obrigatória.